Lembranças Juninas

Me trouxe algumas recordações da infância essa época que estamos vivendo. Junho é um mês peculiar pelas festas caipiras, pelas quermesses, pelas quadrilhas dançadas em vários lugares do nosso país.
Um fato me veio à lembrança, e é engraçado como certas coisas marcam a vida da gente e ficam gravadas em nossa memória e outras simplesmente deletamos não é mesmo?
Acho que essa lembrança me foi meio traumática e talvez por isso eu me lembre tão nitidamente.
Na cidade que eu morava, no interior de São Paulo, era costume (não sei se ainda é) as escolas realizarem quermesses que duravam dias, era uma delícia! O clima mudava de uma forma radical, lembro-me dos concursos de 'Miss Caipirinha', onde a gente vendia talões com números e quem conseguisse vender maior número daquela rifa, que na maioria das vezes tinha algum prêmio e esse prêmio era muito bom, um garrote por exemplo, abocanhava o título de 'Miss caipirinha'. Era uma festa!
Mas o fato que me marcou aconteceu quando eu tinha apenas 7 anos e estava em meu primeiro ano na escola.
Durante quase um mês ensaiamos a dança (quadrilha) e os ensaios aconteciam na quadra da escola, lembro-me da professora gritando ao som da música: 'Olha a chuva', é mentira! 'Olha a cobra' (e dávamos pulos e gritávamos eufóricos com os passos da dança).
Estávamos com a coreografia prontíssima, e no dia da festa me enfeitei toda, com roupinha de caipira,  trancinhas e laços nos cabelos.
Fui tão animada para a quermesse que quase passava mal de tanta euforia!
Na hora da apresentação, quando todos se organizavam em filas, a surpresa: Cadê o Davi? Cadê o menino que era o meu par naquela quadrilha? Simplesmente não apareceu... Nem deu as caras e muito menos avisou que não iria!
Chorei por vários minutos e não pude participar da dança, tive que me contentar em assistir apenas a apresentação dos meu amiguinhos e ver a satisfação estampada em cada rostinho...
Até hoje guardo esse fato comigo, e vez ou outra quando vejo a criançada se preparando pra dançar quadrilha me vem à memória, e ainda me entristeço!
Outros anos eu tive mais sorte, fui até noiva em uma quadrilha, mas o trauma da minha primeira vez ficou marcado.
Agora são vocês meninos e meninas, é a vez de vocês entrarem no ritmo caipira, e como eu adorava as canções... E uma delas que sei cantar até hoje é esta que me traz boas recordações:

Pula a Fogueira 

Pula a fogueira Iaiá, pula a fogueira Ioiô. Cuidado para não se queimar.
Olha que a fogueira
já queimou o meu amor.

Nesta noite de festança
todos caem na dança
alegrando o coração.
Foguetes, cantos e troca
na cidade e na roça
em louvor a São João.

Nesta noite de folguedo
todos brincam sem medo
a soltar seu pistolão.
Morena flor do sertão,
quero saber se tu és
dona do meu coração.

12 comentários:

  1. Adorei reviver minha infância através de seu post, como foi bom...lembro das quermesses, do pula fogueira, dos bilhetinhos apaixonados e das estrelinhas que soltávamos. Adorei!
    Bjs
    Janeisa

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  2. Excelente postagem
    Recoordar coisas boas de nossas vidas, faz bem à alma

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  3. Verdade...tem certas coisas que deletamos, outras nem deletamos, mas preferimos deixar no fundo da memória e fingir que não existem, principalmente experiencias traumáticas.
    Gostei muito do post, amo esta época do ano!
    Passa lá http://evesimplesassim.blogspot.com/

    BjO*-*

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  4. Pois é Janeisa querida... e recordar é como se vivêssemos novamente o que vivemos.

    Evelyn, vou lá sim, beijo!

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  5. Oi Vanda, realmente e sobre vários assuntos, guardamos nossas lembranças, umas boas, outras nem tanto.
    Lembro de uma minha logo que comecei em colégio, acho que no jardim da infância quando dancei a dança do pezinho, lembro do nome do par, mas hoje não a conheço mais, não sei por onde foi, e gostava tanto daquela música que fui atrás da única que sei que existe por aí com Kleiton e Kledir.
    E bota aqui e bota ali o seu pezinho...
    Foi algo que ficou, que marcou!
    Um beijão e aparece!
    Já participou de minha enquete?
    "Você prefere frio ou calor?"
    E a Copa do Mundo? Gostando?

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  6. Oi Mauro, vou lá conferir =)
    Estou gostando da copa sim, mas ainda é cedo pra dizer se ganhamos ou não, o negócio é torcer!!

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  7. Eu tenho teu link nos meus blogs por todo o tempo desde que a conheci, não viu?
    Te sigo, tenho teu banner, e teu link adicionado.
    Se tem algum outro link fora o Planeta da Blogueira, diga-me!

    Sobre futebol, a Alemanha, o Uruguai e a Argentina vem despontando, Brasil fez o dever de casa sem menosprezar ninguém, mas para uma seleção multicampeã em tudo faltou futebol, apenas a minha opinião.

    Obrigado!

    Beijos, Mauro

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  8. Ai, meninos!!! Sempre aprontando com agente, ne??
    Esse Davi, deve ser um monstro hoje, mulheres, fujam dele!!! kkkk

    Vc me fez recordar as festas da minha escola tb, alí pela 7ª série, uns 13 anos.
    Nossa quadrilha era anos 60.
    Tinha tudo da tradicional, mas a dança e músicas eram aos embalos dos anos 60. Muito divertido tb.

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  9. Achei muito interessante o seu texto. As festas juninas também me trazem lembranças.

    Eu sempre adorei aquela coisa de fogueira, barraquinhas de doces, a canjica, o quentão, enfim, tudo era muito gostoso.

    Mas uma imagem nunca me saiu da cabeça: numa festa de São Pedro, na rua em que morava um primo meu, próximo da meia noite, algumas pessoas começaram a espalhar a brasa da fogueira. Foi feito um tapete incandescente de cerca de três metros.

    Perguntei a alguém porque aquilo estava sendo feito: "É para as pessoas poderem caminhar sobre as brasas". Como caminhar sobre as brasas? A mesma pessoa me disse: "É um costume. Quem tem fé pode atravessar o tapete, descalço, e nada sentir".

    Não acreditei e esperei para ver o resultado. Um dos primeiros a atravessar foi o meu primo. Só acreditei porque estava lá e vi!

    Nunca esqueci aquela experiência!

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  10. Apatota, já ouvi falar dessa tradição, de andar sobre as brasas, eu tô fora rsrs =)

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  11. hahaha. mt bom *-*

    to seguindo, se puder retribuir. haha

    bjs Gaby

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  12. Tenho muitas lembranças de festas juninas, como vc fui criada no interior de sp - limeira e realmente é tradição a festa junina: da creche ao ginásio - participei, dancei e sinto muitas saudades de me caracterizar como caipirinha. Depois disso é tudo muito sutil, apenas um chepeuzinho com trancinha e já se faz a festa!! Adorei seu blog e estou tb te seguindo no twiter!!!Bjs

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